Aos que têm me perguntando se “eu nunca mais vou escrever no blog” meu mais sincero lo siento. Não escrevi esse tempo todo por falta de idéias pra posts, mas por pura e simples falta de tempo e preguiça. Veja, falta de tempo já é um motivo aceitável pra não dar as caras, mas quando junta isso com a preguiça de colocar as idéias no lugar, a coisa fica fatal.
Eu sou meio metida a abraçar o mundo com as pernas e realmente acreditar que eu sou capaz de fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas quem inventou isso de fazer mestrado tava completamente fora de si. Vim pra Espanha com o único intuito de estudar, o que, pra mim, significa pagar 60 créditos distribuídos em 29 asignaturas entre setembro e maio, além de escrever e defender uma dissertação até agosto, no máximo, e to aqui pensando como isso vai ser possível. Subestimei lindamente o poder de te enlouquecer que tem um mestrado. E cá estou, com unhas por fazer, uma pia de louça pra lavar e, no mínimo, no mínimo, 7 itens na lista de coisas a fazer.
Muita gente tem me perguntado se eu estou gostando do curso e da vida na Espanha e a resposta vem fácil: sim! O Master en Integración Europea é muito interessante e aborda, na maior parte das vezes, questões do Direito, o que me encanta. Mas como tudo na vida, tem o lado ruim: as aulas intermináveis de economia, por exemplo, ou o ritmo maluco de trabalhos, análises e afins que tenho para entregar toda semana.
Mas vou levando. A meta é ter a dissertação pronta até julho. Será que dá?!
E quanto à vida na Espanha, tenho gostado mais a cada dia. Vim preparada pra encontrar vallisoletanos mal humorados e sem disposição pra ajudar uma brasileira que fala um espanhol primo-irmão do portunhol, e me deparei com uma gente bem simpática que sempre tem alguma coisa boa a falar sobre o Brasil. No quesito cultura geral, geografia e política, os espanhóis dão um banho de conhecimento nos americanos. As únicas perguntas estúpidas estranhas, digamos assim, que me fizeram desde que cheguei em Valladolid sobre a vida no Brasil partiram de uma americana. Não, nós brasileiros não andamos nus nas ruas. Não falamos português porque achamos que os portugueses são mais legais que os espanhóis e sim por causa de uma coisa chamada Tratado de Tordesilhas, que dividiu o mundo ao meio, lembra?! Pronto, esse mesmo. E por aí vai. Sentiu? Tremeu de medo e vergonha alheia? Pois é.
Além disso, o fato de você viver numa cidade (sabiam que Valladolid é cidade e Madri é vila? Ponto pra Valla!) fundada em 1500 e pouquinho faz a vida por aqui ter um ar especial... (Tenho um monte de fatos curiosos sobre a cidade pra contar. Prometo pra um próximo post). E no mais, você está na Europa (olhos brilham) e ta perto de tudo aquilo que sempre quis conhecer. Agora, só falta que as cias. aéreas de low cost (<3 Ryanair) baixem mesmo esses preços pra você ganhar esse mundo de meu Deus.
Como nada é perfeito, tem também o brrrr frio e essa saudade que não passa...
Saber de tudo isso no dia que as coisas acontecem é lindo, mas ver você escrever tem um gostinho diferente.
ResponderExcluirTe amo, coisa linda. Quando você menos esperar, estaremos matando essa saudade.
reeeeeeey!!! cada dia mais talentosa.. em tudo o que faz! saudades.
ResponderExcluir!Chicaaa! Continua a escrever! Quero saber mais sobre a vida por aí, preciso tanto do seu blog... :/ posta mais alguma coisinha pelo menos, com dicas e tal, antes de voltar, vai? Adorei o blog, pena que morgou... :(
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